sobre os olhos que saio a minha árvore despida plantada na nuvem presa chora. sopro-lhe o vento que possuo, mas não se mexe. quebro as imagens em lágrimas. suplico. abano os braços e tento pôr-me de pé. a minha árvore é pequena, inventei-a à pressa. cabe-me toda dentro da cabeça. agora ouço menos surdo o abanar das folhas, vejo menos cego o que o meu grito espanta
(in Estou Escondido na Cor Amarga do Fim de Tarde)