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sexta-feira, 4 de março de 2011

"Nocturno", de Luísa Dacosta

Não há estrelas
nem lua.

Só o lume duma traineirinha
é pirilampo na noite.

(in A Maresia e o Sargaço dos Dias)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"Fatalidade", de Luísa Dacosta

Não sei tecer
senão espumas,
nuvens
e brumas.
Coisas breves,
leves,
que o vento desfaz.

Como prender-te
em teia tão frágil?

(in A Maresia e o Sargaço dos Dias)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

"Entretenimento", de Luísa Dacosta

Como quem procura conchas à beira do mar,
escolho as palavras para te dizer,
quando o silêncio dos teus braços
vestir o frio dos meus ombros.

(in A Maresia e o Sargaço dos Dias)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Instinto", Luísa Dacosta

Para ti

Como a árvore sabe a floração
e o pássaro o rumo, certeiro, do voo
a minha sede de ti
sei.

(in A Maresia e o Sargaço dos Dias)