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sábado, 1 de novembro de 2008

Poemas como companheiros de viagem

Deitei-me sem compor nenhum poema, mas não pude dormir. Recordei o poema sobre Matsushida que Sora me deu ao abandonar a minha choupana. Procurei no meu saco um poema de Hanteki Hara. Ambos foram companheiros daquela noite. Depois li dois haikus de Sampu e Dakusmi.

Matsuo Bashô
(in O Caminho Estreito, trad. Jorge Sousa Braga)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mais um haiku de Matsuo Bashô

Crepúsculo:
as ervas parecem seguir
os rebanhos que recolhem

(in O Gosto Solitário do Orvalho, trad. Jorge Sousa Braga)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Dois haikus de Matsuo Bashô

Não há arroz
mas tenho na malga
uma flor

* * *

Extingue-se o dia
mas não o canto
da cotovia

(in O Gosto Solitário do Orvalho, trad. Jorge Sousa Braga)