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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"Como voltar feliz ao meu trabalho", de William Shakespeare

Como voltar feliz ao meu trabalho
se a noite me não deu nenhum sossego?
A noite, o dia, cartas dum baralho
sempre trocadas neste jogo cego.
Eles dois, inimigos de mãos dadas,
me torturam, envolvem no seu cerco
de fadiga, de dúbias madrugadas:
e tu, quanto mais sofro mais te perco.
Digo ao dia que brilhas para ele,
que desfazes as nuvens do seu rosto;
digo à noite sem estrelas que és o mel
na sua pele escura: o oiro, o gosto.
Mas dia a dia alonga-se a jornada
e cada noite a noite é mais fechada.

(in Casimiro de Brito, Na Barca do Coração; reescrito em português por Carlos de Oliveira)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Soneto de Shakespeare

Como voltar feliz ao meu trabalho
se a noite não me deu nenhum sossego?
A noite, o dia, cartas dum baralho
sempre trocadas neste jogo cego.
Eles dois, inimigos de mãos dadas,
me torturam, envolvem no seu cerco
de fadiga, de dúbias madrugadas:
e tu, quanto mais sofro mais te perco.
Digo ao dia que brilhas para ele,
que desfazes as nuvens do seu rosto;
digo à noite sem estrelas que és o mel
na sua pele escura: o oiro, o gosto.
Mas dia a dia alonga-se a jornada
e cada noite a noite é mais fechada.

(in Casimiro de Brito, Na Barca do Coração; trad. Carlos de Oliveira)

sexta-feira, 27 de março de 2009

(Dia Mundial do Teatro - um fragmento de Shakespeare)

Julieta:
Dei-te o meu voto antes que mo pedisses.
Mas ai, quem me dera que o pudesse voltar a dar.

Romeu:
Eras capaz de retirá-lo? Com que propósito, amor?

Julieta:
Para ser generosa, e poder dar-to mais uma vez.

(in Romeu e Julieta)