quarta-feira, 24 de junho de 2009

Um poema de Casimiro de Brito, que versa o morrer de amor e desamor

Esta manhã não lavei os olhos -
pensei em ti.

*

Se o teu ouvido se fechou à minha boca
poderei escrever ainda poemas de amor?
A arte de amar não me serve para nada.

*

Um fogo em luz transformado.
Subitamente, a sombra.

*

Há dias em que morro de amor.
Nos outros, de tão desamado,
morro um pouco mais.

(in Arte de Bem Morrer)

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